quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Pessoas com deficiência e os desafios no mercado de trabalho





É indiscutível a importância das contratações de profissionais com deficiência para a sociedade brasileira. O sistema de cotas: a Lei 8.213/91, e seus decretos, designam que o preenchimento é de 2% e 5% das vagas da empresa (com 100 ou mais funcionários). E a Instrução Normativa 20 de 26 de janeiro de 2001, definiu também que o percentual é determinado através do número de funcionários totais dos estabelecimentos da empresa. Além da geração de emprego para essas pessoas, ao inclui-las não estamos apenas ofertando um salário, mas também a oportunidade de se reabilitar socialmente e psicologicamente. Sem contar que a presença de pessoas com deficiência no mercado de trabalho contribui para humanizar mais a empresa e enriquecer o ambiente corporativo com visões e experiências diversificadas.







As estimativas atuais indicam que existam no Brasil cerca de 24 milhões de pessoas portadoras de deficiência, ainda existe bastante discriminação feita contra pessoas com deficiência, além da falta de desenvolvimento profissional no mercado de trabalho e também a falta de acessibilidade. Quatro em cada dez pessoas com deficiência já sofreram algum tipo de discriminação no ambiente de trabalho. Desse total que admitiu ter sido discriminado, 57% disseram que foram vítimas de bullying. Outros 12% relataram encontrar dificuldades para serem promovidos, enquanto 9% contaram que já passaram por isolamento e rejeição. As barreiras para a inclusão de deficientes talvez estejam mais em nossas cabeças do que em problemas efetivos. Como durante muito tempo os deficientes estiveram segregados, a sociedade acabou por reforçar seus preconceitos e nos acostumamos a mantê-los sempre isolados e marginalizados.









A falta de informação das empresas é o principal fator que dificulta a inclusão de pessoas portadoras de alguma deficiência no mercado de trabalho. Essa foi a conclusão de 90% dos profissionais de RH entrevistados numa pesquisa sobre o assunto.
O levantamento, que foi realizado por uma empresa de consultoria especializada nesta área, mostra ainda que 67% dos gestores mostram resistência na hora de contratar deficientes e 86% só o fazem para preencher o número de cotas.

Existem vários tipos de adaptações para que funcionários com deficiência trabalhem na empresa ,em geral, são necessárias algumas adaptações físicas: instalações de rampas, de banheiros adaptados para cadeiras de rodas, de sinais sonoros e instruções em Braille para deficientes visuais, As maiores adaptações, no entanto, estão relacionadas a questões comportamentais: a verdade é que não sabemos lidar com as diferenças, não tivemos oportunidades, na infância, de conviver com pessoas deficientes e, por tudo isso, temos uma enorme resistência a esta ideia . Pequenas ações de treinamento e sensibilização, no entanto, podem resolver este problema.
Por isso, os treinamentos devem ser constantes para preparar principalmente os gestores que são as pessoas responsáveis por aprovar os candidatos. O departamento de RH pode até estar sensibilizado e aberto para a contratação de um funcionário com deficiência, mas se o gestor,

que é o “dono” da vaga, não estiver informado e pronto para gerenciar a diversidade, nada será feito e o candidato com deficiência continuará preterido.
O mesmo raciocínio aplica-se se a alta liderança não aprovar vagas mais estratégicas para os profissionais com deficiência: o RH fica atado apenas às vagas operacionais, que são menos atrativas e só atraem pessoas menos qualificadas, reforçando a percepção de que pessoas com deficiência não possuem perfil necessário para posições melhores.
É por isso que sempre afirmamos que o processo de inclusão deve ser abraçado por todos os funcionários de uma empresa e todos os cidadão do Brasil.
 




http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/concursos-e-emprego/noticia/2016/03/falta-de-informacao-freia-inclusao-de-deficientes-no-mercado-de-trabalho.html

Isabella Veronez
 











A RELAÇÃO DOS TRABALHADORES E O SINDICATO



Vamos começar falando sobre os sindicatos. O que são os sindicatos? Quais os seus papeis perante as organizações de trabalho? Quais as suas vantagens em relação à vida dos trabalhadores? Qual a sua função social?

O sindicato é uma associação que reúne pessoas de um mesmo segmento econômico ou trabalhista, buscando, principalmente, agir em defesa dos interesses profissionais, políticos, sociais e econômicos de seus associados. Existem diversos tipos de sindicatos e cada um atua em defesa de seus integrantes, como por exemplo, o sindicato dos trabalhadores ou o sindicato patronal.   

Sua função social de representar os trabalhadores frente as demais relações ligadas ao desempenho no trabalho é o que mais motiva os colaboradores a participarem de eleições sindicais e se tornarem mais ativos, buscando um maior engajamento e uma posição na esfera sindical.

O sindicato tem como intuito fortalecer as classes trabalhadoras, exercendo um papel essencial para as relações de trabalho, pelo fato de estar sempre lutando em defesa de melhores condições de trabalho, agindo de forma que o empregado não concorde com situações humilhantes. Muitos de nós já pudemos vivenciar ou ficamos sabendo de situações nas quais o trabalhador se sujeita a exercer atividades em condições precárias de trabalho, simplesmente por medo de perder seu emprego. Antes do surgimento do sindicato os trabalhadores não tinham incentivos para procurarem melhores condições de trabalho, porém, atualmente, o sindicato atua na busca da dignidade do trabalho humano e uma justiça social, de modo com que o trabalhador não se sinta inferior em sua empresa.
 



MILLENIALLS: CHEGARAM PARA MUDAR



    A geração millennial está mudando o mundo! Nascidos ente 1980 e 1995, os millennials – tembém conhecidos como geração Y – são considerados a geração mais influente que já existiu. Talvez por grande ajuda da tecnologia encontrada nos dias atuais, talvez por desenvolvimento natural do ser humano, o fato é que estes estão quebrando paradigmas.


     Inovar, pensar fora da caixa, liderança e pro-atividade são algumas das características dessa geração. Eles não querem vencer sem esforço. Eles não se preocupam somente com o lucro, possuem a intenção de deixar algum legado, algo que realmente possa fazer a diferença no mundo. Não querem saber de como será sua carreira daqui a 10 anos, querem saber do amanhã, de novos desafios.
     Em 2015, Sidnei Oliveira – especialista em gerações – afirmou que esses jovens ainda não assumiram seu papel de protagonistas e estão no papel de quem só espera os gestores passarem os bastões. Hoje, em alguns casos, já temos jovens dessa geração com papel de protagonistas em algumas empresas e, os que ainda não são, já estão praticamente prontos para isso por possuírem, geralmente, as características citadas anteriormente.
     Segundo uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA/USP), 99% desses jovens dizem que só se mantêm envolvidos em atividades de que gostam, e 96% deles encaram o trabalho como uma ferramenta de realização pessoal – não mais uma necessidade ou obrigação. Essa inquietude se reflete também no mercado de trabalho: 56% dos profissionais dessa geração querem ser promovidos em um ano. Dados que mais uma vez, reforçam o fato de não se acomodarem.
     Uma geração tão plural quanto a Y, com enorme acesso a informações sobre tudo – e praticamente em qualquer lugar – não é tão fácil de ser convencida por discursos e anúncios. Os millennials são exigentes e estão sempre atentos: para eles, uma compra não representa apenas uma compra; significa principalmente valores éticos que eles querem passar para o seu círculo social, dentro e fora das redes sociais.





     Outra característica marcante dos millenialls é o fato de buscarem fugir do “padrão” no mercado de trabalho, ter mais liberdade, ter maior informalidade em suas empresas, fazendo com que se sintam mais a vontade. Além disso, buscam sempre pelos feedbacks de seus superiores, sempre em prol de agregar experiências e aprendizados. Alguns desses dados podem ser vistos na imagem a seguir.



     Fica evidente, portanto, que não se trata de uma geração acomodada – longe disso. Os millennials chegaram para mudar e estão conseguindo uma nova relação com o mercado de trabalho que tem tudo para se manter. Pode-se dizer que, literalmente, o futuro está sendo agora!

Nathan Lemos
Millennials e uma nova relação com o mercado de trabalho