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terça-feira, 28 de março de 2017

Seleção por competências é a melhor opção?

      


    Por muito tempo foi questionado e até inferiorizado o papel do Recursos Humanos dentro das empresas, porém estudos têm comprovado que atualmente o RH possui ligação direta com os resultados de uma organização. Em um novo cenário, no qual os profissionais não buscam apenas empresas que lhes ofereçam os melhores salários e benefícios, mas também valores que se alinhem com os seus, torna-se necessária a adequação do processo de recrutamento e seleção a estas mudanças. Como alternativa para este mercado de trabalho ainda em descoberta, surge o processo de seleção por competências. 
     De acordo com Chiavenato, "gestão por competências é um programa sistematizado e desenvolvido no sentido de definir perfis profissionais que proporcionem maior produtividade e adequação ao negócio, identificando os pontos de excelência e os pontos de carência, suprindo lacunas e agregando conhecimento, tendo por base certos critérios objetivamente mensuráveis". Este modelo de gestão não se preocupa em analisar somente os conhecimentos técnicos do candidato, mas baseia-se nos valores e aspectos comportamentais de cada futuro colaborador, pois são estes que podem gerar ou não, um bom clima organizacional, o qual refletirá diretamente na produtividade e na qualidade dos produtos e serviços oferecidos aos clientes. Empresas que já adotam esta ferramenta de recrutamento e seleção, afirmam que colaboradores que possuem valores alinhados aos da empresa são mais engajados e confiantes, e por isso, apresentam desempenho e resultados melhores. 
    Após analisar a diferença entre as 100 melhores e as 100 piores empresas em desempenho financeiro, Christian Orglmeister um dos autores do relatório Creating People Advantage, da BCG, pontua que as organizações possuem resultados duas vezes maior, quando têm um RH forte. O relatório foi baseado em uma pesquisa que ouviu 3500 profissionais de RH e de outros departamentos em 101 países, concluindo que as empresas que apresentavam maior rentabilidade possuíam resultados altos, principalmente nos tópicos que se referiam ao engajamento dos funcionários, ao ambiente e à cultura, à comunicação, à gestão de desempenho e à estratégia de recrutamento. 
    A indústria de cosméticos Natura, a qual utiliza a "seleção por valores", constatou que é muito mais fácil desenvolver uma habilidade técnica, do que alterar um valor de um profissional. Dessa forma, a seleção por competências torna-se uma ferramenta do RH para garantir que novos talentos se adequem a cultura organizacional, e assim construam uma relação mais sólida e duradoura entre empresa e colaborador. 

                Camila Nascimento




Imagem: Google Imagens  
Fontes:  





quinta-feira, 23 de março de 2017

A ética profissional e seus derivados


Por sua definição, ética é o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. Derivada do grego, significa aquilo que pertence ao caráter. Vazquez (2000) diz que a ética é a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade, ou seja, é ciência de uma forma específica de comportamento humano. Quando abordada em sua vertente profissional, é o conjunto de normas éticas que formam a consciência do profissional e representa imperativos de sua conduta.
Porém, nem todas as pessoas aplicam a ética em seu dia a dia, seja pessoal ou profissional. A falta de ética traz problemas tanto a empresa quanto às pessoas. São exemplos de pouca ética profissional as fofocas, as intrigas, os desvios de recursos financeiros, e algo que infelizmente é comum no ambiente empresarial, os assédios morais ou sexuais. Em 2013, o Sindicato dos Bancários recebeu diversas denúncias de seus trabalhadores. Dentre elas, 62% eram de assédio moral no ambiente de trabalho. Uma pesquisa conduzida pela professora Margarida Barreto consultou 42 mil trabalhadores em todo país e levantou mais números sobre o assédio moral no ambiente de trabalho. Nela mostra que 50% dos entrevistados disseram que os casos de assédio aconteciam várias vezes por semana, 90% deles disseram que o maior praticante era o chefe.
Os assédios morais denotam um custo financeiro para a empresa. No Brasil, ele pode variar de dez mil a dois milhões de reais; já nos Estados Unidos, a média de indenizações é de US$ 4 bilhões, segundo o BIT - International Labour Office, ligado a ONU. Na Europa, os custos são ainda maiores: cerca de 20 bilhões de dólares. Porém, o assédio moral vai muito além do dinheiro gasto pela empresa. Ele também traz custos sociais, com as vítimas que sofrem de depressão, sentimento de inutilidade, sede de vingança, insônia e tentativas de suicídio; e humanos, pois o trabalhador começa a perder a confiança em si, na sua competência, na sua qualidade profissional, ele começa a se sentir culpado, perde a estima de si.
Dentro do ambiente corporativo, uma relação ética traz muitos benefícios, sendo um deles a ajuda que o profissional tem para construir relações amigáveis com todos a sua volta, desde o chefe até um estagiário que lhe está subordinado. Essas relações, trabalhadas junto a resultados consistentes, trazem sucesso e desenvolvimento para a carreira da pessoa. Tendo regras definidas, as pessoas ajudam a construir um ambiente de parceria, trabalho em equipe, respeito mútuo e crescimento generalizado. A empresa deve instituir princípios éticos, com regras e procedimentos que os empregados devem adotar na execução de seu trabalho. Dessa forma, o ambiente se estabelece de forma agradável e cooperativa, com seus preceitos básicos de convivência, de forma essencial para que haja respeito mútuo e crescimento conjunto, e contribui para que esses números estatísticos não cresçam cada vez mais.

Juliana Trajano

Fonte da Foto:
www.pexels.com
Foto isenta de qualquer direito autoral.

Referências: