domingo, 26 de março de 2017

Não fui selecionado por quê?



Quando o assunto é Gestão de Pessoas, muitos julgam se tratar de um tema fácil, que basta analisar bem um currículo, chamar aquele que mais se encaixa na vaga oferecida, fazer uma dinâmica e pronto. Mas hoje em dia não é bem assim. O que muitos não sabem é que muitos colaboradores são demitidos não pelas suas capacidades técnica e sim pelas seus comportamentos dentro da empresa. Então a pergunta que fica é: como os recrutadores avaliam o comportamento dos candidatos?

Obviamente o currículo ainda é utilizado, mas apenas como uma triagem para a primeira abordagem. Logo na segunda etapa os selecionados são levados para uma entrevista com o gestor da área e é ai que começa todo o trabalho de seleção.

Esses gestores tem uma importante atividade, ele que vai selecionar o funcionário que melhor se enquadra no perfil da empresa, e não por capacidade técnica e sim comportamental. Esses líderes, muitas das vezes, utilizam ferramentas para entender melhor a personalidade de cada futuro funcionário. Basicamente essas ferramentas são questionários que dependendo de suas respostas, levam os gestores a um perfil comportamental mais próximo do seu.

As empresas tem que ter em mente que um conhecimento técnico pode ser treinado e melhorado, mas comportamento não. Cada ser humano é único.


Não existe certo ou errado nessa parte da entrevista, existe apenas o que se enquadra ou não na cultura da empresa. Caso você não seja selecionado, não fique frustrado apenas procure outra empresa, pois sempre existe a ideal para você.

Imagem: Google Imagens
Fonte: Exame
Edição: Renato Alberto

Saúde no ambiente de trabalho

                
  
    Produtividade. Qualidade no trabalho. Desenvolvimento profissional. Bom comportamento organizacional. Motivação. Segurança. São características que, atreladas a um ambiente de trabalho saudável, são percebidas e acrescentadas no dia a dia do trabalhador. Hoje, a questão da saúde do empregado, é muito mais forte do que há dois séculos. Uma verdadeira preocupação só começou a existir em meados da Revolução Industrial. Em 1831, C. Turner Thackrar, médico inglês, em sua obra “os efeitos das artes, ofício e profissões e dos estados civis e hábitos de vida sobre saúde e a longevidade”, revelou as lamentáveis condições de vida e de trabalho na cidade de Leeds, Inglaterra. Foi um dos fatores que ajudou na intervenção dos governos dentro das fábricas e a criar as primeiras leis em defesa à saúde do trabalhador. E como será que as empresas hoje em dia lidam a respeito desse assunto?
     O seu ambiente de trabalho pode estar aumentando seus níveis de estresse. Um dos problemas usuais que tem afetado na saúde do trabalhador, por exemplo, é a alocação de cada um. Nesse existe uma interatividade mínima entre os funcionários, o qual pode afetar a produtividade e/ou a motivação dependendo da forma de lidar com a situação. Para contornar esse cenário é necessário que a organização avalie o sistema estrutural do ambiente visando à flexibilidade. Uma pesquisa, feita em meados de 2014, em um site de empregos Monster.com revelou que 42% dos trabalhadores americanos deixaram um emprego devido ao ambiente de trabalho excessivamente estressante. A mesma pesquisa também mostrou que 61% dos trabalhadores americanos acreditam que o estresse no trabalho tenha lhes causado algum tipo de doença.
     Vale ressaltar nesse caso, a importância da medicina ocupacional ou medicina do trabalho, que tem a função de acompanhar e fiscalizar as condições às quais o empregado está exposto sejam elas físicas ou psicológicas. É uma ferramenta que favorece o bem-estar da equipe e do funcionário através de acompanhamento, refletindo na produtividade e motivação como comentado anteriormente. Investindo nessa especialidade, a empresa mostra que se preocupa com seus funcionários e dá valor ao material humano.
     Também de grande importância para todo esse processo dentro de uma organização tem o QVT (qualidade de vida no trabalho). É o nível de satisfação que o funcionário tem com seu ambiente corporativo e as atividades exercidas. Envolve todo um conjunto de ações que quando bem implementadas tornam o meio de trabalho agradável e promove inovações e melhorias na empresa que beneficiam toda a equipe, ou seja, é uma relação mútua.
     Como uma ferramenta mais científica que colabora na melhoria da saúde do trabalhador temos a ergonomia. Estuda a relação do ser humano com o trabalho e visa identificar problemas reais no cotidiano da empresa. Proporciona ao colaborador segurança, conforto, preservação da saúde e aumento da produtividade para a empresa a partir de um conjunto de técnicas que beneficia ambos os lados, servindo também como um diferencial competitivo na medida em que ajuda no planejamento do trabalho.
      Ainda há as normas regulamentadoras, que surgiram para designar medidas a serem tomadas no que diz respeito a tudo aquilo que venha ser prejudicial à saúde e segurança do trabalhador. Dentre elas, pode-se destacar a NR 7 que instituiu a obrigatoriedade das empresas elaborarem um Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, e a NR 9, criando o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA. São normas que favorecem a manutenção da qualidade de vida e conscientizam os próprios empregados a respeito de ações corretivas e preservação de sua integridade física e psicológica.
     Nesse sentido, pode-se dizer que um ambiente de trabalho que se preocupe com o trabalhador é aquele o qual há sistemas integrados de SMS (saúde, segurança e meio ambiente), programas de divulgação e conscientização dessas três áreas como a CIPA e realização de atividades como ginástica laboral. Assim, há a preservação do ambiente, desenvolvimento sustentável e atendimento aos requisitos legais.

Ass: Gustavo Amorim Mello

 Fontes:
Imagem: http://blog.clinipam.com.br/cinco-dicas-para-manter-a-saude-no-ambiente-do-trabalho/
http://www.brasilocupacional.com/index.php/doencas-provocadas-por-esforcos-repetitivos-demandam-atencao/
http://exame.abril.com.br/carreira/como-o-seu-ambiente-de-trabalho-prejudica-a-sua-saude/
http://www.ibccoaching.com.br/portal/rh-gestao-pessoas/qualidade-de-vida-no-trabalho-dicas-e-conceitos/
http://www.rhportal.com.br/artigos-rh/ergonomia-promovendo-sade-e-qualidade-de-vida-no-trabalho/
http://portalteses.icict.fiocruz.br/transf.php?id=00000503&lng=pt&script=thes_chap

sexta-feira, 24 de março de 2017

A Gestão de Pessoas e seus desafios em 2017


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Fonte: Google Imagens


            Crise política. Crise econômica. Alto índice de desemprego. As perguntas a serem feitas são: você está preparado para o mercado de trabalho diante desse cenário? Consegue ter a resiliência necessária para lidar com um mercado frio e com níveis de produção mais estáveis ou com baixo crescimento?
            Se as respostas forem positivas, atenção, pois o nível de qualificação exigido está mais alto. O Gente em RHede pesquisou e elencou alguns desafios que os profissionais e gestores da área de Recursos Humanos esperam solucionar nos próximos anos.
            O processo de recrutamento inicia-se com um budget relativamente menor se comparado há tempos sem crise. Com isso, a seleção se tornará cada vez mais desafiadora, exigente e, a fim de diminuir custos, mais rápida. Somado a isso, tal processo deve estar ligado ao conceito de recrutamento assertivo, visto que contratações equivocadas acarretam inúmeras perdas às empresas. Segundo Fernando Montero Capella, “a contratação falha pode mexer com a coesão das equipes de trabalho. Uma pessoa má contratada pode não se integrar direito dentro do clima e da cultura da organização e, consequentemente, causar um impacto negativo no ambiente e no comportamento dos que já estão trabalhando bem”.
            Na fase de seleção em si, deve-se buscar talentos precisos para os cargos corretos desenvolvendo estratégias eficientes para a retenção desses talentos. Segundo o Guia Salarial 2017, da Robert Half - que entrevistou cem executivos de Recursos Humanos - as estratégias para manter esses profissionais são promoções internas, trabalho flexível, salários competitivos e qualificações. A retenção de talentos é importante, pois permite a minimização da migração de profissionais altamente qualificados e cobiçados no mercado para empresas concorrentes.
            Além disso, outro fator desafiador para os gestores de RH é a interação entre as gerações. Segundo estudos da consultoria Lee Hecht Harrison, os jovens da geração X e Y acabam gerenciando profissionais da geração Baby Boom. Essa troca de paradigma pode acarretar conflitos internos e, até mesmo uma baixa produtividade desses colaboradores mais antigos. Portanto, os profissionais de RH devem garantir que cada geração entregue seus resultados da melhor maneira possível e que as mesmas consigam ter uma relação boa de equipe. Por outro lado, é importante perceber que com a chegada da geração Z haverá a troca de informação entre todas essas pessoas, tanto os que já se encontram no interior da empresa – conhecedores do padrão e ambiente da empresa - quanto os novos funcionários que chegam com ideias inovadoras do mercado. Ou seja, a transação de ideias pode agregar a empresa experiências e valores positivos para a manutenção da sustentabilidade empresarial.
            Sendo assim, a tendência das organizações é a realização de processos de seleção mais exigentes. Com isso, a busca por uma preparação de maneira eficiente de modo a atender às necessidades do mercado - busca de melhoria contínua, autoconfiança, bom trabalho em equipe, boa comunicação, entre outras - é uma variável importante para se inserir em uma empresa. E então? Você está preparado?

                                                                                                                 por Fabricio Tavares.

           
  






REFERÊNCIAS

5 desafios da gestão de pessoas em 2017. Novembro, 2016. Disponível em: <http://blogrh.com.br/5-desafios-da-gestao-de-pessoas-2017/>. Acesso em: 14 mar. 2017.

COLOMBO, E. Desafios da gestão de pessoas: identificar, desenvolver e reter talentos. Janeiro, 2011. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/desafios-da-gestao-de-pessoas-identificar-desenvolver-e-reter-talentos/51085/>. Acesso em: 14 mar. 2017.

BASSO, C. 5 principais desafios na gestão de pessoas. Setembro, 2016. Disponível em: <http://www.crbasso.com.br/blog/quais-os-principais-desafios-na-gestao-de-pessoas-atualmente/>. Acesso em: 14 mar. 2017.

ROCHA, L. Os Desafios do RH para 2017. Você está preparado?. Outubro, 2016. Disponível em: <http://www.etalent.com.br/artigos/os-desafios-do-rh-para-2017/>. Acesso em: 14 mar. 2017.

SILVA, R. As 10 características de pessoas auto-motivadas. Fevereiro, 2015. Disponível em: < http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/as-10-caracteristicas-de-pessoas-auto-motivadas/85146/>. Acesso em: 14 mar. 2017.

Causas e consequência das más contratações. Junho, 2013. Disponível em: < http://www.catho.com.br/carreira-sucesso/gestao-rh/causas-e-consequencias-das-mas-contratacoes>. Acesso em: 14 mar. 2017. 


quinta-feira, 23 de março de 2017

A ética profissional e seus derivados


Por sua definição, ética é o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. Derivada do grego, significa aquilo que pertence ao caráter. Vazquez (2000) diz que a ética é a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade, ou seja, é ciência de uma forma específica de comportamento humano. Quando abordada em sua vertente profissional, é o conjunto de normas éticas que formam a consciência do profissional e representa imperativos de sua conduta.
Porém, nem todas as pessoas aplicam a ética em seu dia a dia, seja pessoal ou profissional. A falta de ética traz problemas tanto a empresa quanto às pessoas. São exemplos de pouca ética profissional as fofocas, as intrigas, os desvios de recursos financeiros, e algo que infelizmente é comum no ambiente empresarial, os assédios morais ou sexuais. Em 2013, o Sindicato dos Bancários recebeu diversas denúncias de seus trabalhadores. Dentre elas, 62% eram de assédio moral no ambiente de trabalho. Uma pesquisa conduzida pela professora Margarida Barreto consultou 42 mil trabalhadores em todo país e levantou mais números sobre o assédio moral no ambiente de trabalho. Nela mostra que 50% dos entrevistados disseram que os casos de assédio aconteciam várias vezes por semana, 90% deles disseram que o maior praticante era o chefe.
Os assédios morais denotam um custo financeiro para a empresa. No Brasil, ele pode variar de dez mil a dois milhões de reais; já nos Estados Unidos, a média de indenizações é de US$ 4 bilhões, segundo o BIT - International Labour Office, ligado a ONU. Na Europa, os custos são ainda maiores: cerca de 20 bilhões de dólares. Porém, o assédio moral vai muito além do dinheiro gasto pela empresa. Ele também traz custos sociais, com as vítimas que sofrem de depressão, sentimento de inutilidade, sede de vingança, insônia e tentativas de suicídio; e humanos, pois o trabalhador começa a perder a confiança em si, na sua competência, na sua qualidade profissional, ele começa a se sentir culpado, perde a estima de si.
Dentro do ambiente corporativo, uma relação ética traz muitos benefícios, sendo um deles a ajuda que o profissional tem para construir relações amigáveis com todos a sua volta, desde o chefe até um estagiário que lhe está subordinado. Essas relações, trabalhadas junto a resultados consistentes, trazem sucesso e desenvolvimento para a carreira da pessoa. Tendo regras definidas, as pessoas ajudam a construir um ambiente de parceria, trabalho em equipe, respeito mútuo e crescimento generalizado. A empresa deve instituir princípios éticos, com regras e procedimentos que os empregados devem adotar na execução de seu trabalho. Dessa forma, o ambiente se estabelece de forma agradável e cooperativa, com seus preceitos básicos de convivência, de forma essencial para que haja respeito mútuo e crescimento conjunto, e contribui para que esses números estatísticos não cresçam cada vez mais.

Juliana Trajano

Fonte da Foto:
www.pexels.com
Foto isenta de qualquer direito autoral.

Referências:

quinta-feira, 16 de março de 2017

Atividades dia 15/03/2017


A aula do dia do dia 15/03/2017 teve uma ação de discussão sobre DROGAS NO AMBIENTE DE TRABALHO, os moderadores foram a Gabrielle e o Victor. Antes tivemos uma ação de BRAINSTORMING para escolha do nome do blogger moderado por Diogo.